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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Rua Dom Manuel II

Então vamos continuar com um bocadinho de historia, porque o propósito deste blog é mesmo esse viagens com historia!

Rua do Rosário esta rua pertence à freguesia de Cedofeita deve o seu nome ao negociante Domingos do Rosário de Almeida, por este ali ter sido proprietário e morador. Domingos do Rosário do Nascimento e Almeida, tio do escritor  Almeida Garrett, devia ser muito devoto de Nossa Senhora do Rosário, como prova o nome «de devoção» que acrescentou ao seu.

Nesta rua no nº 5 e ao virar para a rua D. Manuel II existe um edifício, pena estar degradado e votado ao abandono com tanta história.

Este edificio pertencia a Maria Huguette , uma senhora de origem francesa que tinha uma boa relaçao com os homens deste tempo conseguindo fazer deste edificio um hotel com o nome de Hotel do Louvre.

Foi neste hotel que esteve hospedado o Imperador D. Pedro II ( filho de D. PedroIV de Portugal)do Brasil  com sua mulher Dona Teresa Cristina Maria, em 1 Março de 1872, durante 8dias.
A senhora quando soube que seu hotel tinha sido escolhido para alojar D. Pedro resolveu fazer várias melhorias, no final da visita de D. Pedro este resolveu não pagar a conta por a achar cara para a época, a senhora recorreu ao tribunal que viria a dar-lhe razão. Sendo assim ela foi ao Brasil exigir o pagamento, sendo este feito por Portugueses ai residentes para evitar mais complicações.
A titulo de curiosidade a conta foi de 4.500.000 réis.

D. Pedro II e Dona Teresa
















A caminho do Castelo

Após algumas indicações fui seguindo uma rua em busca da zona histórica de Bragança, fui ter ao centro da cidade pouco histórico acho pelo menos não era o que eu procurava mas comecei por descobrir coisas bonitas, edifícios bem tratados, ruas limpas tão diferente deste burgo Portuense.
Pela Avenida João da Cruz vai se ter ao Largo dos Correios e ai encontrei uma estátua, uma homenagem ao carteiro de autoria do escultor Helder José Teixeira Carvalho
Escultura Helder Carvalho, 2002

Este escultor é autor de  uma estátua no Jardim do Carregal, no Porto do Prof.  Abel Salazar

David



A Sé Catedral de Bragança data do século XVI, na Praça da Sé. A sua fundação deve-se ao Duque D. Teodósio e á Câmara. Nas suas origens foi Convento da Ordem de Santa Clara. Entre os anos de 1562 e 1759 foi ocupada pelos padres Jesuítas, que aí instalaram um colégio. Após a expulsão dos Jesuítas, a Sé reverteu à coroa e mais tarde foi doado à mitra de Miranda, sendo mais tarde transferida para Bragança. Em 1764 foram feitas obras ampliação convertendo-se em Catedral. Na sua arquitectura é de salientar o seu portal renascentista com influências barrocas. O interior encontra-se bem decorado e tem destaque o arco triunfal. o altar-mor de talha dourada assim como  os retábulos, sendo ambos do século XVIII. Especial destaque é a sacristia do século XVI, onde se encontra uma arca de grande qualidade decorada com pinturas que representam cenas da vida de São Francisco de Assis e de Santo Inácio. 

 Se e o cruzeiro



Neste momento já não é a Sé que foi transferida para uma nova Catedral inaugurada em 2001. O edificio foi totalmente recuperado para instalação do Centro Cultural Municipal, Biblioteca Municipal , Conservatório de Música e Espaço Memória da Cidade

Cruzeiro
O Cruzeiro de Bragança erguido no centro da Praça da Sé desde o ano de 1689. É um cruzeiro renascentista e está formado por uma coluna salomónica terminada por uma cruz e com capitel adornado com pedaços de uvas, parreiras e decorações geométricas.

A titulo de curiosidade aqui fica uma foto da nova Sé Catedral






A Sé Catedral de Bragança foi projectada pelo arquitecto Baçal Rosa e inaugurada em 2001, sendo a primeira catedral construída no século XXI. Trata-se de um espaço de 10 mil metros quadrados, com distribuição dos lugares em anfiteatro e desenho pentagonal da zona envolvente, o que distingue a arquitectura contemporânea do monumento. Consagrada a Nossa Senhora Rainha, toda ela reflecte a região onde se insere, desde os materiais de construção, a vegetação dos jardins e mesmo a orientação das portas. No interior, o sacrário tem a forma geográfica do distrito e os traços de expressão do Cristo desenhado no painél cerâmico de Mário Silva, atrás do altar-mor, revelam-se nordestinos.


Pessoalmente continuo a preferia a antiga Sé!